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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O FMI







O que os jornais e televisões não andam a dizer-lhe …
O que é o FMI ?
O Fundo Monetário Internacional ,é uma organização internacional, composta por 187 Países membros, basicamente emprestam dinheiro a Países endividados e cobram juros %, tentam manter a estabilidade do sistema monetário internacional.
As discussões a respeito de problemas financeiros das nações e possíveis soluções são discutidas três vezes por semana, e constitui dever da Directoria Executiva, composta por
24 representantes.
Existem 8 assentos permanentes e 16 membros da directoria são eleitos bienalmente entre grupos de países. Os membros e respectivos grupos são:
Permanentes: E.U.A, Japão, Alemanha ,França, Reino Unido, China, Rússia e Arábia Saudita.
Outros Países Membros: Bélgica, Países Baixos ( Bulgária, Croácia, Chipre, Israel, e outros), Itália, México, Canadá, Finlândia, Coreia do Sul, Egipto, Malásia, Tanzânia, Suíça, Brasil, índia, Argentina entre outros.
Existem várias formas de financiamento, penso que no caso de Portugal talvez se aplique um destes :
ESF – Programa de Contenção de choques externos ( Exogenous Shocks Facility ) – Crises e/ou conflitos temporários vinculadas a outros países e que influem no comércio, flutuações no preço de commodities, ou desastres naturais. Duram de 1 a 2 anos. Foca apenas nas causas do choque. Todos os membros podem pleitear esse empréstimo, mas sob as regras de um Plano de Assistência de emergência.
Ou :
EFF – Programa de Financiamento Ampliado ( Extended Fund Facility ) – Problemas de médio prazo, destinados àqueles países que possuem problemas estruturais no balanço de pagamentos. Procura-se resolver os problemas através de reformas e privatizações. O seu prazo vai de 3 a 5 anos.
O FMI já esteve em Portugal duas vezes , em 1977 e em 1983…
Faltou gasolina, leite e açúcar, tirou-se o subsídio de Natal, congelaram-se salários, não se podia levantar dinheiro, as importações ficaram limitadas. Aumentaram as taxas de juro, os impostos e nos preços de combustíveis e cereais… Os efeitos foram violentos: um crescimento negativo do PIB, uma inflação recorde de 29,3 % em 1984, subida em flecha da taça de desemprego, o número de falências cresceu, os salários em atraso chegaram a número nunca antes vistos, entre outros sintomas de crise.
( dados de : agenciafinanceira.iol.pt )
Aparentemente, o FMI não considera que a hipótese de uma intervenção estatal na economia possa ser considerada como uma possibilidade de investimento.
Ou seja, qualquer apoio do Estado é visto como despesa, como gasto, de retorno altamente improvável.
FMI é um esquema aproveitador:
O programa de ajustamento estrutural do FMI no Peru devastou a economia agrícola local.
Um empréstimo de 4,8 mil milhões de dólares do FMI à Rússia no fim da década de 1990 nem sequer chegou a entrar nos cofres russos, com milhares de milhões sendo depositados directamente em contas bancárias offshore ligadas a gangsters, políticos e banksters.
No Brasil , as reformas do FMI alteraram a natureza da constituição brasileira, travando transferências de fundos federais para governos estaduais de modo a que estes fundos pudessem ser utilizados para pagar aos banqueiros o que exigiam.
Os bolivianos tiveram grandes aumentos nos preços da água…
Como foi revelado por Joseph Stiglitz, o antigo economista chefe do Banco Mundial, o modus operandi do FMI é efectuar ataques económicos a países devedores, desmantelando
e liquidando infra-estrutura em benefício de corporações estrangeiras e assegurando que todo dinheiro público seja utilizado para pagar os banqueiros.
Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, disse que FMI não foi solução agradável para o Brasil,
«O FMI não resolve o problema de Portugal, como não resolveu o problema do Brasil, como não resolveu outros problemas. Toda a vez que o FMI tentou cuidar das dívidas dos países, o FMI criou mais problemas para os países do que soluções» , afirmou o ex-presidente do Brasil.
( fonte: jornal Sol )

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Brasil a sexta economia do mundo

O Dinheiro Como Dívida










Também em economia, o brasileiro tende a se considerar maioral. E, como no futebol, continua nutrindo a sensação de campeão do mundo. Lá pelas tantas, sobrevém a lavada de 4 a 0 do Barcelona em cima do Santos para devolvê-lo ao rés do chão. Assim, é preciso ver com objetividade notícias assim e a confirmação que virá mais cedo ou mais tarde.
Tamanho do PIB é como tamanho de caneca. E o Brasil é um canecão. Tem quatro vezes a população do Reino Unido e 35 vezes a sua área territorial. Natural que, mais dia menos dia, ultrapasse o tamanho da economia de países bem mais acanhados em massa consumidora e extensão.
Enfim, é necessário examinar esses conceitos não só pela dimensão da caneca, mas também pela qualidade de seu conteúdo. A renda per capita britânica, por exemplo, é mais de três vezes maior do que a do Brasil e a partir daí se começa a ver as coisas como realmente são.
A economia brasileira ainda é um garrafão de mazelas: baixo nível de escolaridade, concentração de renda, bolsões de miséria, déficit habitacional, grande incidência de criminalidade, infraestrutura precária, enorme carga tributária, burocracia exasperante, Justiça lenta e pouco eficiente, corrupção endêmica… e por aí vai.
É claro que isso não é tudo. O potencial é extraordinário não só em recursos naturais, como também em capacidade de inovação e de flexibilidade da brava gente.
Mas há a energia que domina um punhado de emergentes – e não só o Brasil. Enquanto o momento é de relativa estagnação dos países de economia avançada, é ao mesmo tempo de crescimento bem mais rápido das economias em ascensão.
Esse grupo, liderado pela China (que ultrapassou neste ano o Japão como 2.ª economia do mundo), responde hoje por cerca de 40% do PIB mundial, ou seja, por 40% de tudo quanto é produzido no planeta. É também o destino de nada menos que 37% do investimento global – registra levantamento do grupo inglês HSBC.
Tal qual em outros temas, estimativas variam de analista para analista. Mas é praticamente inexorável que, até 2050, pelo menos 19 emergentes estarão entre as 30 maiores economias do mundo.
Mais impressionante é a velocidade do consumo. Só a China incorpora ao mercado perto de 30 milhões de pessoas por ano. Na Ásia, a classe média – diz o mesmo relatório do HSBC – corresponde a 60% da população (1,9 bilhão de pessoas).
Boa pergunta consiste em saber se o mundo aguenta esse novo ritmo de produção e consumo.